Combate a doenças
de volta ao conteúdoA Rosatom é líder mundial no fornecimento de isótopos médicos utilizados na fabricação de radiofármacos para o diagnóstico e tratamento de doenças graves. A corporação também desenvolve ativamente outras áreas da medicina nuclear, promovendo a cooperação internacional neste campo. A medicina nuclear abrange diversas aplicações diagnósticas e terapêuticas, incluindo a tomografia por emissão de pósitrons (PET) e a tomografia computadorizada por emissão de fóton único (SPECT). Na PET, administra-se ao paciente um radiofármaco emissor de pósitrons, e a radiação gama resultante é detectada para avaliar a atividade metabólica dos tecidos. Já a SPECT utiliza radiofármacos emissores de fótons para revelar alterações funcionais em tecidos e órgãos.
Abordagens avançadas para tais diagnósticos e terapias foram discutidas no 4º Congresso de Medicina Nuclear 2025, em dezembro, com a participação de representantes de países como Rússia, Japão, Índia, Brasil, Arábia Saudita e Estados Unidos, além de organizações internacionais. Especialistas apresentaram relatórios sobre aspectos técnicos da operação de equipamentos, metodologias de interpretação de resultados e controle de qualidade de imagem. Outro foco central foi o uso de novos radionuclídeos, a personalização de doses e a prevenção de efeitos colaterais. Também houve destaque para métodos de terapia combinada, colaboração interdisciplinar e capacitação profissional.
O presidente do Congresso e diretor-geral do Instituto de Pesquisa em Radiologia Clínica e Experimental do Centro Nacional de Pesquisa Médica em Oncologia N. N. Blokhin, Boris Dolgushin, detalhou as especificidades da Terapia por Captura de Nêutrons em Boro (BNCT). Este método para o tratamento de tumores malignos envolve a administração de um composto de boro-10 que se acumula nas células cancerígenas. O tumor é então irradiado com um feixe de nêutrons, capturado pelos núcleos de boro, desencadeando uma reação nuclear localizada que destrói a célula tumoral, preservando os tecidos saudáveis. O Centro Blokhin prepara-se para introduzir esta nova tecnologia, desenvolvida com a participação da Rosatom. Um tema recorrente foi a transição para a medicina personalizada, que visa adaptar planos terapêuticos individuais com base nas características genéticas e especificidades de cada paciente.
Em novembro, a Rosatom realizou um seminário sobre medicina nuclear na Argélia. O ministro argelino da Energia e Energias Renováveis, Mourad Adjal, destacou que o governo prioriza o combate ao câncer e o desenvolvimento da medicina nuclear. Especialistas da Rosatom apresentaram as capacidades abrangentes da corporação para prolongar a vida humana e melhorar sua qualidade, abrangendo desde o fornecimento de isótopos médicos e radiofármacos até soluções protéticas via manufatura aditiva. As competências apresentadas também incluíram o desenvolvimento de equipamentos diagnósticos e terapêuticos, a construção de infraestrutura médica e centros multifuncionais para o processamento de produtos médicos e alimentícios, além de serviços de turismo médico receptivo.
“Estamos prontos para expandir a cooperação com nossos parceiros argelinos para disponibilizar essas soluções no país”, afirmou Igor Palamarchuk, vice-diretor geral da Rosatom para o Oriente Médio e Norte da África.
De modo geral, a Rosatom enfatiza o fomento à cooperação científica internacional para o desenvolvimento de novos radiofármacos e dispositivos médicos, bem como a organização de ensaios clínicos multicêntricos.
Radiofármacos
As atividades da Rosatom na medicina nuclear abrangem toda a cadeia de valor, desde a produção de radionuclídeos médicos até a introdução de soluções radiofarmacêuticas — consolidadas e inovadoras — nos mercados internacionais. Uma prioridade fundamental é a produção e exportação de isótopos médicos e produtos radionuclídeos.

A Rosatom patenteou uma tecnologia para a fabricação de um agente radioativo à base de actínio-225. Este isótopo emissor alfa é considerado um dos mais promissores para a terapia contra o câncer. Atualmente, existem apenas quatro produtores de Ac-225 no mundo, e a Rosatom é um deles.
Além disso, a Rússia registrou um medicamento radiofarmacêutico baseado no rádio-223 produzido pela Rosatom, denominado Rakurs (223Ra). Ele é utilizado na terapia com radionuclídeos para pacientes com câncer de próstata e apresenta grande potencial no tratamento de metástases ósseas originadas de outros tumores primários.
Outro avanço significativo foi a introdução, na Rússia, de um medicamento para tumores neuroendócrinos que contém lutécio-177, também produzido pela corporação. O composto octreotida presente no medicamento liga-se aos receptores na superfície do tumor, enquanto o lutécio-177 emite radiação direcionada para destruir as células tumorais. Essa combinação garante um impacto mínimo nos tecidos saudáveis circundantes.
Os produtos e soluções de medicina nuclear da Rosatom são fornecidos a países da Europa, Ásia, América Latina e Oriente Médio, auxiliando no diagnóstico e tratamento de mais de 2,5 milhões de pacientes anualmente. A vantagem competitiva da Rosatom no mercado internacional reside no seu amplo portfólio, que inclui geradores de radionuclídeos médicos, radiofármacos prontos para uso e kits de diagnóstico para oncologia, cardiologia, nefrologia e endocrinologia, bem como produtos para radioimunoensaio e compostos marcados para pesquisa científica e aplicada. Com base nessa estrutura, a Rosatom oferece aos seus parceiros internacionais soluções abrangentes voltadas à melhoria da qualidade de vida.

