Avanços na bioeconomia
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#300Abril 2026

Avanços na bioeconomia

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As tecnologias bioeconômicas estão entre as novas linhas de negócios que estão sendo desenvolvidas pela Rosatom. A corporação nuclear russa apresentou suas conquistas nesse campo no Fórum de Tecnologias do Futuro (FTF) em março. Entre as exposições em destaque estavam soluções de purificação de água, uma válvula cardíaca artificial, modelos de instalações de energia e outros desenvolvimentos.

No ano passado, um coelho chamado Zayats (Lebre) causou sensação no FTF após receber um implante de um vaso sanguíneo cultivado em um biofabricador da Rosatom. Ele não foi levado ao fórum deste ano, mas, conforme informou o diretor-geral da Rosatom, Alexey Likhachev, ao presidente russo Vladimir Putin durante uma visita à exposição, Zayats “está vivo, bem e encontrou uma namorada”.

Durante o ano entre os dois fóruns, os cientistas da corporação aprenderam a criar órgãos mais complexos do que equivalentes vasculares, como uma válvula cardíaca humana. O próximo passo é avançar para sistemas funcionais. Em março deste ano, a Rússia adotou sua primeira norma nacional que regulamenta a bioimpressão 3D de equivalentes de tecidos e órgãos. O documento, que entra em vigor em 1º de setembro de 2026, servirá de base para o avanço acelerado de uma das áreas mais promissoras da biomedicina moderna.

Outro desenvolvimento da Rosatom voltado para a melhoria da saúde humana é um ciclotron para a produção de isótopos médicos. Ele está sendo desenvolvido no Instituto de Pesquisa Efremov de Equipamentos Eletrofísicos (NIIEFA) em parceria com a Rosatom RDS. Um modelo 3D do ciclotron foi apresentado na exposição FTF. Até 2030, está prevista a entrega de vários ciclotrons a clínicas regionais russas.

Enquanto isso, as baterias nucleares podem ser utilizadas com eficácia em marcapassos cardíacos e outros dispositivos semelhantes.

Remediação de resíduos históricos em benefício da natureza

A Rosatom está desenvolvendo soluções energéticas à base de biogás para preservar o meio ambiente. Por exemplo, seu estande na FTF foi decorado com flores cultivadas em estufas aquecidas por biogás. Esse biogás é coletado do aterro sanitário da cidade de Chelyabinsk, que foi remediado pela Rosatom em 2021. Hoje, uma colina bem cuidada ergue-se no local do antigo aterro. As emissões atmosféricas nocivas e o escoamento para o rio Miass cessaram.

Outro projeto envolve usinas de energia que operam com resíduos biológicos. Uma dessas usinas está sendo construída no Cazaquistão. A instalação funciona da seguinte maneira: resíduos orgânicos (dejetos de aves, estrume, etc.) são colocados em tanques, onde são processados por microorganismos. O biogás resultante é usado para gerar eletricidade e calor. O resíduo sólido que sobra após o processamento serve como um valioso fertilizante.

No FTF, a Rosatom apresentou os resultados provisórios de um projeto para reabilitar o aterro sanitário de Krasny Bor, um local de resíduos perigosos na região de Leningrado. Um sistema de 13 etapas instalado no local purifica a água até atingir qualidade compatível com padrões para águas de uso pesqueiro. Carpas-crucianas vivas do rio Tosna, que recebe a água purificada de Krasny Bor, foram exibidas no fórum. “Isso prova que a água é de fato adequada para o desenvolvimento de ecossistemas naturais”, destacou Alexey Likhachev.

Infraestrutura para a bioeconomia

O processamento de big data é um componente importante de soluções avançadas, incluindo aquelas na bioeconomia. Uma das ferramentas mais comuns são as redes neurais. Elas podem se tornar mais econômicas com a redução de seu enorme consumo de energia por meio de tecnologias fotônicas. É exatamente nisso que pesquisadores do Centro Nuclear Federal Russo em Sarov estão trabalhando. Por exemplo, 15 unidades de processamento gráfico NVIDIA consumiram cerca de 10 kW para reconhecimento de imagem, enquanto um coprocessador fotônico consumiu apenas cerca de 120 W.