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#237Janeiro 2021

A Rússia classifica a energia nuclear como sustentável

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A tendência para a sustentabilidade

Em novembro, a VetroOGK (subsidiária da Rosatom especializada em geração de energia eólica) e a SiburEnergoManagement (Grupo SIBUR) assinaram um contrato para o fornecimento de eletricidade do parque eólico Rosatom na Adiguésia para a fábrica de produção de Biaxplen (Grupo SIBUR) em Novokuybyshevsk na região de Samara. A empresa fabrica filmes biaxialmente orientados que são usados na produção de embala
gens de alimentos, bens de consumo, rótulos e fitas adesivas. Por ora, o fornecimento de eletricidade não será grande: A SiburEnergoManagement testará o novo fornecedor e só então tomará a decisão de estender o contrato e aumentar o fornecimento.

O parque eólico da Adiguésia fornece eletricidade e a Biaxplen em Novokuybyshevsk a recebe através da Rede de Transmissão de Energia Unificada da Rússia.

“Aumentar a participação das energias renováveis através da nossa geração interna e contratos diretos com fornecedores de energia verde é parte integrante da Estratégia de Desenvolvimento Sustentável 2025 da SIBUR com o objetivo de reduzir o nosso impacto no meio ambiente”, disse Vladimir Tupikin, Chefe de Energia e Recursos da SIBUR.

As energias renováveis são consideradas as fontes de energia mais limpas em todo o mundo, deixando uma pegada de carbono muito pequena. Consequentemente, produtos feitos com energia de fontes renováveis também são considerados mais limpos. Toda a cadeia de fornecimento ajuda a atingir dois objetivos de desenvolvimento sustentável, consumo e produção responsáveis e energia limpa e acessível.

“Atualmente, o estabelecimento de uma política de carbono mínimo torna a empresa mais competitiva, desde que os vendedores e fornecedores em toda a cadeia de fornecimento sigam os mesmos princípios. A NovaWind contribui para a redução da pegada de carbono e a passagem do maior número possível de empresas para o desenvolvimento sustentável”, disse Alexander Korchagin, CEO da NovaWind (divisão de energia eólica da Rosatom).

Na Europa, as cadeias de fornecimento sustentáveis e, particularmente, o fornecimento de energias renováveis são levadas muito a sério, tanto em termos de meio ambiente como de proteção do mercado nacional. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, propôs a introdução de um imposto fronteiriço sobre o carbono sobre produtos importados para a União Europeia.

Levando esses planos em consideração, as empresas russas estão interessadas em tornar seus produtos mais “amigáveis ao meio ambiente” com o uso de energia renovável. A energia limpa, incluindo a energia de fontes renováveis, ajudará a Biaxplen a demonstrar que seus produtos são limpos e evitar o pagamento do imposto fronteiriço sobre o carbono. A Biaxplen, de acordo com o site da empresa, “trabalha para aumentar as exportações de filmes para os mercados da UE”.

Segundo a empresa AtomEnergoPromSbyt (AEPS, distribuidora de energia elétrica do Grupo Rosatom), as divisões locais de empresas internacionais estão cada vez mais interessadas em comprar energia limpa. “Em geral, o interesse (demanda voluntária) por energia limpa vem das marcas globais incluídas na RE100 como parte do compromisso de reduzir o impacto de sua produção no meio ambiente”, disse Evgeny Erokhin, CEO Adjunto de Vendas de Energia da AEPS.

Uma dessas empresas, a Nestlé Purina PetCare (uma subsidiária da Nestlé Rússia) localizada em Vorsino, na região de Kaluga, adquire energia do parque eólico da Adiguésia desde maio de 2020. O contrato prevê o fornecimento de 50 milhões de kWh de energia elétrica.

A ser confirmado

O uso de energia limpa é algo a ser confirmado. Um contrato entre um consumidor e um fornecedor de energia limpa e renovável pode servir de confirmação. Na Rússia, a NP Market Council Association (Associação Sem Fins Lucrativos do Conselho de Mercado) publica uma lista mensal de contratos de compra e venda de energia limpa.

Um auditor independente também pode fazer a revisão dos contratos. Por exemplo, se uma empresa pertence à RE100, uma iniciativa global de energia renovável (RE100 significa “100 % renovável”), seus contratos são auditados para atestar a conformidade com os princípios da RE100.

Um certificado especial de origem confirmará que a energia provém de fontes renováveis na Rússia. Este será um documento eletrônico certificando que a eletricidade foi gerada com uma “combinação positiva de efeitos ambientais, sociais e outros”.

Depois de receber o certificado, seu titular tem o direito de divulgar a informação de que suas atividades e produtos estão “associados a efeitos positivos derivados da produção de energia elétrica em instalações de geração qualificadas, como a redução do impacto humano na saúde e no meio ambiente, bem como a melhoria da qualidade de vida”.

Segundo a lei, “instalações de geração qualificadas” incluem fontes de energia renováveis e usinas nucleares. Isso significa que a Rússia pode se tornar o primeiro país europeu a reconhecer legalmente que a geração nuclear tem efeitos sociais e ambientais positivos.

A Rússia começará a emitir certificados de origem em 2022. Na Europa, esses certificados já são emitidos há muito tempo, então a principal tarefa é integrar os sistemas russo e europeu.

A NovaWind (parte da Rosatom) constrói parques eólicos e gera eletricidade por meio da energia eólica. Até 2024, a NovaWind irá gerar 1,2 GW de capacidade de geração eólica.

Em 2020, a NovaWind colocou em funcionamento dois parques eólicos no sul da Rússia. A Adiguésia, com capacidade instalada de 150 MW, vai gerar mais de 350 milhões de kWh, ou 20 % da eletricidade consumida na República da Adiguésia. A Kochubeevskaya (210 MW) entrou em funcionamento no final de 2020 e já começou a fornecer eletricidade para o mercado atacadista russo.

A NovaWind está construindo os parques eólicos de Marchenkovskaya (120 MW), de Karmalinovskaya (60 MW) e de Bondarevskaya (120 MW). Mais de 80 possíveis locais de construção estão sendo investigados; As medições do vento estão sendo feitas em três regiões.